terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Os tópicos discutidos em What the Bleep Do We Know!? incluem neurologia, Mecânica quântica, psicologia, epistemologia, ontologia, metafísica, pensamento mágico e espiritualidade. O filme apresenta entrevistas com especialistas em ciência e espiritualidade, intercaladas com a história de uma fotógrafa surda e como ela lida com sua situação. A animação digital é uma forte característica no filme. O filme tem recebido críticas de toda a comunidade científica. Físicos, em particular, reclamam que o filme distorce o significado de alguns princípios da mecânica quântica.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

DOM CASMURRO

Se pararmos para pensar CAPITU não é tão inocente quando parece ser a eterna pergunta ela traiu ou não consome a muitos que tentam decifrar esse enigma,escrito na primeira pessoa Machado releva os sentimentos que consomem a todos em seus personagens,insegurança,inveja e dissimulação.

Podemos no primeiro momento pensar que a construção dos personagens é um retrato fiel não só da epóca em que o autor retrata porém de todo o sempre,há inúmeras Capitus e Bentinho nessa sociedade global moderna.

Curiosidade:´CASMURRO´ significa teimoso,obstinado e cabeçudo.

DOM TEIMESO,DOM OBSTINADO,DOM CABEÇUDO...


PS.Esta é um esboço da primeira análise de ´DOM CASMURRO´
me mande um e-mail com sua ´análise´

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ontem passou o filme ´butterfly effect´ efeito borboleta,ele disserta acerca do funcionamento da mente (COMO UMA MENTE FUNCIONA é o excelente llivro-tese para ler sobre esse tema) e especificamente a (´MMEORIA´ )é um excelente filme para desenvolver minha ´pré-tese´.

No documentário ´QUEM SOMOS NÓS´ há uma indagação que nos faz pensar sobre o enigma do nosso cérebro:

´Quem vê na verdade o cérebro ou a mente ?´ simples de se entender,se eu digo:THAÍS PENSE EM UMA TRUFA DE CHOCOLATE COM RECHEIO DE MORANGO´ você vai ´imaginar isso em sua mente´ a questão é que o cérebro não diferencia o que é real do ilusório.

Prova disso é que as mesma áreas que foram ativadas quando você pensou na trufa é ativada da mesma forma que se estivesse comendo a trufa,

Nós cientistas nos perguntamos:

´O QUE É REAL´ ?

DICAS PARA O VESTIBULAR

Prestei vestibular ontem pela quinta vez, onze anos depois do primeiro e revi algo que permeia a cultura vestibulanda desde pelo menos 1998: a pseudociência do vestibular.

Vocês devem saber ao que me refiro. Os sinais são claros: bombons em cima da mesa, uma garrafinha d'água no chão, alguém que entra na sala finalizando uma maçã, etc.

Existem livros e mais livros sobre o assunto, inúmeras páginas ensinando posições de ioga, receitas para o dia da prova, dizendo que pensamentos de revolta são certeza de reprovação (o que, sendo verdade, eliminaria todo e qualque adolescente logo na porta) e até algumas preces (sim, porque se você não passar, a culpa é sua, se passar, é porque Alá quis).

Algumas coisas são boas realmente, como conselhos de evitar drogas, por exemplo, mas a maioria foi criada e testada somente na cabeça desses gurus e simplesmente não faz sentido, como "dê preferência a ameixas secas".
As que fazem algum sentido provem do bom e velho bom-senso, como "não só estude, tenha também algum lazer".

E pouquíssimos são gratuitos. A maioria chama a atenção com "descubra os erros mais comuns em provas e se dê bem" e aponta para um link onde você pode comprar um PDF por apenas R$20,00.

Como eu já disse no uôleo, o que mais existe é terrorismo: gente que nota um traço seu e diz que aquilo é certeza de zero na prova ou que usa o famoso só passa sabendo o que você não sabe, disfarçado em frases como: "O quê!? Você não sabe a fórmula da espaguetificação? Isso é o mais importante para o vestibular!!"

Todo autor e professor tem sua manha infalível que pode ser comprovada nos que foram aprovados e devidamente esquecida naqueles que reprovaram (pois eles não passaram por causa de um erro diferente ou porque não entenderam a manha).

A única vantagem nessa montanha de informação falsa ou inadequada é que o aluno deixa de se preocupar com a prova, migrando o foco da sua apreensão para os rituais que terá de cumprir durante o concurso, numa espécie de (acho que isso caracteriza um pleonasmo) efeito placebo psicológico.
Eles se preocupam tanto em não errar a ordem em que devem comer sua caixa de chocolates que esquecem da prova e relaxam enquanto a respondem, pois ela se torna o objeto que dá alívio de tanta crueldade mental que lhes é imposta pela maneira correta de lembrar dos níveis de energia dos chakras.

Por outro lado, o tempo gasto tentando decorar as piadinhas mnemônicas que professores de cursinhos adoram poderia ser melhor utilizado se preparando intelectualmente.
Talvez até estudando!

Não passa quem sabe a tabela periódica decorada ou quem só comeu alface com margarina enquanto tomava banho com arruda e sal grosso na noite anterior, mas quem sabe o que fazer com os dados fornecidos.

Eu nunca fiquei nervoso ao subir num palco para tocar porque tinha consciência de que sabia as músicas.
E, sabendo, é só subir e tocar.

Se o sujeito está bem preparado e sabe a matéria, ele vai passar.
Desde que não se preocupe em decorar a cor de todos os carros no caminho até o local da prova para ir "ativando o cérebro". Porque se seu cérebro precisa ainda ser ativado, acho que um hospital seria o melhor destino naquele momento.

Pseudociência de Vestibular existe e no meu ponto de vista faz mal em termos gerais.
Mas talvez o meu ceticismo mais atrapalhe que ajude, então eu vou ficar calado.
Fuvest divulga locais de prova para o vestibular 2010

SOLANGE SPIGLIATTI - Agencia Estado

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SÃO PAULO - Os estudantes que participarão das provas da primeira fase do vestibular 2010 da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) podem conferir a partir de hoje os locais dos exames pelo site da instituição (http://www.fuvest.br).



O total de endereços onde serão realizadas as provas da primeira fase do vestibular 2010 chega a 112. Três estão em Brasília, Curitiba e Belo Horizonte, segundo a Fuvest. Outros 46 endereços estão na capital paulista, 13 nas cidades da região metropolitana, e 50 no interior do Estado.



No total, inscreveram-se para o exame 128.144 estudantes, uma queda de 7,3% em relação aos 138 mil do ano anterior. A primeira fase da Fuvest está marcada para o dia 22 de novembro e será composta por 90 questões de múltipla escolha. A convocação para a segunda fase, que ocorrerá a partir de 3 de janeiro, está prevista para ser realizada em 14 de dezembro.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

1 LUGAR NO VESTIBULAR

PRISCILLA AGUIAR
Os três primeiros colocados no vestibular 2010 da Universidade de Pernambuco (UPE) foram candidatos do curso de Medicina. Os nomes dos três melhores classificados foi divulgado por volta das 16h de ontem, anunciando que a melhor posição ficou com Maria Olívia Lima de Mendonça, de 19 anos, que obteve 92,36 de média. O segundo lugar geral foi de Isabela Rabello de Andrade Lira, também de 19, com nota 91,78, e o terceiro ficou com Rodrigo Lima de Godoy Santos, de 18 anos, que obteve 89,40 de média. O primeiro colocado da rede pública de ensino foi Thiago Barbosa Coutinho, 18, com a média 85,54. Ele também prestou vestibular para Medicina e ficou com a sétima colocação geral. A previsão inicial era de que o listão fosse divulgado apenas no dia 21 de dezembro.

Entre sorrisos e lágrimas, os feras recebiam o carinho dos familiares, atendiam as ligações dos amigos e comemoravam muito. “Eu nunca estudei para tirar em primeiro lugar. Estudei para garantir a minha vaga. No ano passado estudei de domingo a domingo e não consegui passar. Este ano me preocupei mais com a cabeça e consegui conciliar estudo e programas com os amigos, como cinema. Deu certo. Agora eu quero saber se os meus amigos também passaram”, observou Maria Olívia, que ganhou um carro zero pela colocação. Do lado de fora da reitoria da UPE, no bairro de Santo Amaro, o clima de expectativa era ainda maior. O listão com o nome dos 3.530 aprovados estava completo às 17h, quando os portões foram abertos e dezenas de estudantes, pais, mães e tios correram para conferir quem estava ou não na lista.

Mais lágrimas, sorrisos e até gritos podiam ser ouvidos em meio ao tumulto para conferir a lista. Aprovado em Medicina, Felipe Parahyba, de 19 anos, não segurou o choro e ligou imediatamente para o pai. “Ele estava com a minha mãe e quando eu disse os dois começaram a gritar e comemorar”, lembrou. Para Rodrigo Lima (3º lugar geral), a emoção foi dupla por saber que a irmã Bruna, 17, foi aprovada em Administração. “É muita emoção. Muita mesmo. Eu sempre disse que queria fazer Medicina, desde pequeno. Agora vamos sair e comemorar. Todo mundo que está aqui é guerreiro e vai ter o seu momento”, garantiu. A mãe dele, Ana Alice Godoy, não parava de sorrir. “Ano passado ele ficou bem pertinho. Fui ver o listão com ele e o nome não estava. Este ano ele nem queria vir e tirou o 3º lugar. Foi uma surpresa muito boa”, salientou.

A mãe de Isabela Rabello (2ª colocada) já esperava um bom resultado. “Ela é muito inteligente. Aprendeu a ler aos três anos. Fazia poesia aos oito e sempre foi muito disciplinada no estudo”, contou a enfermeira Fernanda Rabello. A professora Tânia Maria Cavalcanti, de 50 anos, esbanjava orgulho pelo 2º lugar do filho, Carlos Eduardo, de 17 anos, no curso de Engenharia da Computação. “Eu sabia que ele iria passar, mas não como 2º”, frisou. O reitor da UPE, Carlos Calado, alertou que as matrículas dos aprovados serão realizadas no dia 5 de janeiro. “É importante que quem não estava no listão observe o remanejamento”, observou. Confira o listão no caderno Especial/Vestibular.

Frase

´Ausculete com atenção os pacientes,pois eles mesmos vão lhe surerir o diagnótisco.
(aforismos médico)

´Conhecimento real é saber a extensão da própria ignorância´
(Confúcio)
Thaís,existem no Brasil 176 escolas médicas poré a USP é a número 1,todavia a (HMS) HARVARD MEDICAL SCHOOL (since1623) é a melhor do planeta só para se ter uma ideias inúmeros NOBEIS DE MEDICINA estudaram la.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

RAIN MAN

UM EXEMPLO DEFINITIVAMENTE DE GRANDIOSIDADE.


´RAYMOND´ é considerado um Autista Savant,vemos no filme a vida de um autista e suas facetas,percebemos ao longo do filme que Raymond progredi muito mais com seu irmão,isso significa que aqui há um tratamento com elementos afetivos do qual transcende o classisismo de tratar um ser humano apenas como se ele fosse um problema.


Raymond nos traz a fé na vida e a intensidade e valor do qual não percebemos,muitas vezes a insensibilidade (derivada da incompreenão de Charlies no afeta de forma dolorosa.


Definitivamente genial,definitivamente genial,definitivamente genial...e assim se segue adentro da mente de Raymond.


Esté é um filme que nos faz lembrar que a vida é muito mais do que temos em mente a vida é o que Raymond é ´RARO´
Los individuos con autismo tienen dificultades para pensar sobre sí mismos imprimir
12/01/2010 Redacción
Un artículo publicado recientemente en la revista Brain muestra que los cerebros de las personas que padecen autismo son menos activos cuando piensan en ellos mismos. Mediante resonancia magnética funcional estudiaron la actividad cerebral de 66 voluntarios varones, 33 de los cuales estaban diagnosticados de autismo en distintos grados.

Los sujetos tenían que responder a unas preguntas sobre sus propios pensamientos, opiniones, preferencias o características físicas o sobre los de otra persona. La actividad del córtex prefrontal ventromedial era de mayor intensidad en los individuos sanos cuando respondían a cuestiones sobre sí mismos que cuando lo hacían sobre otra persona. Sin embargo, en los autistas esta área respondía con igual intensidad independientemente de sobre quién se estuviese preguntando.

La manera atípica en la que el cerebro autista trata la información relevante sobre el yo como equivalente a la información sobre el otro, puede hacer que el desarrollo social de un niño se vea muy limitado, particularmente a la hora de comprender cómo se relaciona con el mundo social que los rodea.
[Brain 2009]
Lombardo M, Chakrabarti B, Bullmore E, Sadek S, Pasco G, Wheelwright S, et al.
Palabras Clave: Actividad. Autismo. Cerebros. Córtex prefrontal ventromedial. Resonancia magnética funcional

Gripe A: Ante todo mucha calma

Ante la creciente inquietud social sobre la denominada 'pandemia de gripe A', que se refleja en una afluencia importante de pacientes a las consultas en demanda de información, el grupo GripeyCalma, una iniciativa conjunta de diversos profesionales, ha mostrado su posición ante tal inquietud y ha difundido un decálogo de propuestas organizativas de los centros de salud, dirigido a las autoridades sanitarias.
El enlace a este grupo podrá encontrarse en el apartado 'Enlaces de interés', en la parte inferior de esta página.

Bones (Blog relacionado:http://amoseriados.blogspot.com/2008/10/bones-lider-de-audincia-nas-madrugadas.html)

Bones é uma série televisiva estadunidense exibida tanto nos Estados Unidos e Brasil pelo canal FOX, Globo e Band e em Portugal pelo canal 2: e pela FOX. Ela é muito levemente baseada na vida da médica legista Kathy Reichs, que é uma das produtoras do programa. A personagem que dá o título à série, Dra. Temperance "Bones" Brennan, partilha o nome com a protagonista de vários romances policiais de Reichs. A série trata de investigação em casos de assassinato tratados pelo FBI envolvendo com os restos mortais das vítimas - especialmente ossos - que são analisadas pelos pesquisadores do Jeffersonian Institution comandados pela Dra. Brennan após terem sido trazidos pelo agente especial Seeley Booth.

Personagens principais

Dra. Temperance "Bones" Brennan (Emily Deschanel) é uma antropóloga forense que trabalha no renomado Jeffersonian Institution em Washington, D.C. e é autora de best-seller no estilo romance policial. Ela é intelectualmente brilhante, porém excessivamente focada no seu trabalho, além de não ser muito sociável. Ela é uma das únicas antropólogas que pode obter um grande número de informações a partir dos ossos das vítimas.

Brennan ajuda o agente especial do FBI Seeley Booth (David Boreanaz) nas suas investigações que envolvem restos mortais humanos que não podem ser identificados sem suas habilidades peculiares como antropóloga forense. Em contraste com os outros personagens principais, Booth tem conhecimento limitado sobre qualquer tipo de ciência e frequentemente oferece traduções para os diálogos cheios de jargões científicos.

Ela também é ajudada por seus colegas no Jeffersonian Institution: Angela Montenegro (Michaela Conlin), Jack Hodgins (T.J. Thyne) e Zack Addy (Eric Millegan). Enquanto Angela se especializa em reconstrução facial de cadáveres, ela também é a melhor amiga de Brennan e tem uma personalidade que contrasta totalmente com o desajustamento social de sua amiga. Hodgins é um entomologista e especialista em esporos e minerais, além de ser fascinado por teorias da conspiração. Suas habilidades ajudam a equipe a determinar há aproximadamente quanto tempo as vítimas estão mortas. No início da série, Zack era estudante de Brennan e assistente no Jeffersonian. Na segunda temporada, depois de receber o seu doutorado na área, ele foi contratado como antropólogo forense. Seu personagem é similar ao de Brennan sendo que ele também encontra dificuldade em se relacionar com pessoas em geral.

Todos os personagens acima apareceram em todos os episódios da série. Três outros personagens principais da série incluem o Dr. Daniel Goodman (Jonathan Adams), Dra. Camille "Cam" Saroyan (Tamara Taylor) e Dr. Lance Sweets (John Francis Daley). O Dr. Goodman é o diretor do Jeffersonian Institution e ex-arqueólogo. Ele apareceu apenas durante a primeira temporada. Cam foi introduzida apenas na segunda temporada para substituir o personagem de Goodman como superior de Brennan. Sendo uma médica legista, o seu modo de trabalhar não coincide com o de Brennan e as duas frequentemente discordam. A tensão entre elas também decorre da autoridade de Cam e seu relacionamento passado com Booth. Com o progresso da série, Cam e Brennan começam a se respeitar mais.

About Neurology (Sobra Neurologia)

Para se auferir o título de Médica Especialista em NEUROLOGIA no Brasui,é necessário:

1-Após a graduação em medicina cumprir o prgrama de residência médica ou realizar estágioem instituição reconhecida pelo MEC com duração de 3 anos

2-Após prestar prova no Concurso promovido pela ACANEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA.

Neurology

A neurologia é o estudo do sistema nervoso, sua relações e transtornos. Considerada como parte das chamadas Neurociências (neuroquímica, neurofsiologia, etc), seus conhecimentos são compartilhados por várias profissões (Médico neurologista, Fisioterapeuta, Psicólogo, Fonoaudiólogo, etc). Foi inicialmente observando indivíduos com patologias neurológicas e posteriormente através de experimentação científica que se começou a compreender a relação entre as diversas partes do sistema nervoso e suas funções específicas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA

http://www.cremesp.com.br/

MAGAZINES MÉDICAS (REVISTAS)

http://bibliomed.uol.com.br/pubmed/

LECTTURE 3 ´Ó CORTIÇO´

O Cortiço
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sobre Resumos Literarios Por Robson Moura Assinar feed do autor
profrobsonmou@yahoo.com.br

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[Aluísio Azevedo]

Publicado em 1890, O Cortiço é um romance Naturalista de autoria de Aluísio Azevedo - Maranhense. É a obra mais importante deste movimento - Naturalista no Brasil, onde os personagens principais são os moradores de um cortiço no bairro do Botafogo no Rio de Janeiro, precursor dos problemas sociais que enfrentamos hoje na sociedade, com crescimento desordenado das favelas, onde moram legiões de excluídos, cheios de vícios.

Narrado em terceira pessoa onisciente, segundo Rui Mourão: “[...] podendo, em consequência, deslocar o foco narrativo da maneira que bem entender, sem consideração das circunstâncias de espaço e tempo[...]”. É a história do Cortiço – personagem principal - começa com a chegada da personagem João Romão - querendo mais e mais dinheiro e poder, pensando em si só, ao mesmo tempo que cresce da miséria alheia. Vem morar numa vendinha de um outro Português, dormia sobre o balcão e usava um saco de estopa como travesseiro. Morre o vendeiro e João Romão - ganancioso e avarento comerciante - aprece como dono da vendinha, surgem os primeiros cômodos da futura Estalagem. Junta-se a Bertoleza – escrava quitandeira, que vendia peixes fritos e iscas de boi, submissiva e trabalhadeira por ser negra – a custa da promessa de enviar seu dinheiro para o seu Senhor como pagamento de sua alforria, coisa que João Romão nunca fez.

Com o dinheiro que arrecada comprou um faixa de terra para ampliar seu negócio, mas outro também o faz, o Miranda para construir um sobrado, pois estava cansado da casa no centro do Rio de Janeiro. Surge um conflito entre o taberneiro ganancioso e o Rico Atacadista de tecidos. Com isso claramente a questão das camadas sociais.

“Essa obra de Aluísio Azevedo tem dois elementos importantes: primeiro, o extensivo uso de zoomorfismo; e, segundo, cria um microcosmo (Que é o cortiço do título). O cortiço também é ostensivamente personificado no decorrer da obra, sendo muitas vezes tratado como um único personagem ("Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.", capítulo III)”.

A obra apresenta toda a sorte de patologias sociais, um mundo doentio de traíções sórdidas, violências sexuais,relacionamento lésbico e homosexual. Não se concentra em um único personagem central, mas várias personagens. São vários grupos como a chegada do Jerônimo e sua esposa Piedade – Portugueses; a Rita Baiana e o Firmino, pobres moradores do cortiço entre outros.

João Romão tem um vizinho rico indesejado que é o Miranda, e também português, seu sobrado era um luxo e tinha título de nobreza, a este, por inveja,começa questionar sua riqueza e descobre que o Miranda casou-se por interesse, ois era um simples caixeiro – vendedor de tecidos para o pai de Dona Estela sua esposa,uma mulher rica que após a morte do pai herda tudo e marido passa a gerir seus negócios, mas eles se odeiam mutuamente, tem uma filha que é a Zulmirinha que o pai suspeita de não ser sua. Vive na casa do Miranda, ainda Botelho e Heriquinho. Na loucura do eriquecimento, de imitar o Miranda, competir com ele, João Romão, constrói uma Pedreira, convida o português Jerônimo para coordenar os trabalhadores da Pedreira.

Jerônimo começa a sofrer mudanças, de um português forte, trabalhador e honesto que veio para ficar rico sem se envolver com os brasileiros, se apaixona por Rita e começa a ficar parecido com um brasileiro malandro e preguiçoso é o determinismo de Hipolite Taine, o homem é produto do meio.Rita Baiana, uma mulata de sangue quente, ferveu-lhe o sangue e o fez esquecer de tudo. “Jerônimo briga com Firmo, namorado de Rita, é esfaqueado e vai para o hospital. Quando sai, chama uns amigos e vai ao cortiço vizinho, o "Cabeça de Gato", onde mata Firmo a pauladas”.

“Naquela Mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e açucar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel era a castanha do caju, que abre feridas com seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viçosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhado-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra., picando-lhe as artèrias”

No meio da avareza, da ganância João Romão começa consegui um título de nobreza. O cortiço é destruído por um incêndio devido a rivalidade do “Cabeça de Gato”. Reconstruído com aprimoramento agoara moradores da classe média, ao invés da pobreza de antes. João Romão se aristocratiza e sonha com ajuda do Botelho – braço direito do Miranda em casar-se com sua filha Zulmira, para fazer parte do mundo que tanto cobiçou. Mas esqueceu de um pequeno detalhe: chama-se Bertoleza.

Segundo Rui Mourão só uma solução: “logo depois de João Romão forçar o retorno de Bertoleza à escravidão” – ele a denuncia - Pois ele havia forjado a carta de alforria - chega seu dono em busca de sua escrava por direito, ela é cercada, Bertoleza resiste praticando a sua própria morte – “abrindo a barriga com a mesma faca com que cortava peixe”.

LECTTURE 2 ´O CORTIÇO´

O Cortiço - resumo e análise da obra de Aluísio de Azevedo
Tendo como cenário uma habitação coletiva, o romance difunde as teses naturalistas, que explicam o comportamento dos personagens com base na influência do meio, da raça e do momento histórico

Ao ser lançado, em 1890, O Cortiço teve boa recepção da crítica, chegando a obscurecer escritores do nível de Machado de Assis. Isso se deve ao fato de Aluísio de Azevedo estar mais em sintonia com a doutrina naturalista, que gozava de grande prestígio na Europa. O livro é composto de 23 capítulos, que relatam a vida em uma habitação coletiva de pessoas pobres (cortiço) na cidade do Rio de Janeiro.
O romance tornou-se peça-chave para o melhor entendimento do Brasil do século XIX. Evidentemente, como obra literária, ele não pode ser entendido como um documento histórico da época. Mas não há como ignorar que a ideologia e as relações sociais representadas de modo fictício em O Cortiço estavam muito presentes no país.

RIGOR CIENTÍFICO
Essa criação de Aluísio de Azevedo tem como influência maior o romance L’Assommoir, do escritor francês Émile Zola, que prescreve um rigor científico na representação da realidade. A intenção do método naturalista era fazer uma crítica contundente e coerente de uma realidade corrompida. Zola e, neste caso, Aluísio combatem, como princípio teórico, a degradação causada pela mistura de raças.
Por isso, os dois romances naturalistas são constituídos de espaços nos quais convivem desvalidos de várias etnias. Esses espaços se tornam personagens do romance.


É o caso do cortiço, que se projeta na obra mais do que os próprios personagens que ali vivem. Um exemplo pode ser visto no seguinte trecho:

“E durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado defronte daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa, por debaixo das janelas, e cujas raízes, piores e mais grossas do que serpentes, minavam por toda a parte, ameaçando rebentar o chão em torno dela, rachando o solo e abalando tudo.”

O narrador compara o cortiço a uma estrutura biológica (floresta), um organismo vivo que cresce e se desenvolve, aumentando as forças daninhas e determinando o caráter moral de quem habita seu interior.

NARRADOR
A obra é narrada em terceira pessoa, com narrador onisciente (que tem conhecimento de tudo), como propunha o movimento naturalista. O narrador tem poder total na estrutura do romance: entra no pensamento dos personagens, faz julgamentos e tenta comprovar, como se fosse um cientista, as influências do meio, da raça e do momento histórico.


O foco da narração, a princípio, mantém uma aparência de imparcialidade, como se o narrador se apartasse, à semelhança de um deus, do mundo por ele criado. No entanto, isso é ilusório, porque o procedimento de representar a realidade de forma objetiva já configura uma posição ideologicamente tendenciosa.

TEMPO
Em O Cortiço, o tempo é trabalhado de maneira linear, com princípio, meio e desfecho da narrativa. A história se desenrola no Brasil do século XIX, sem precisão de datas. Há, no entanto, que ressaltar a relação do tempo com o desenvolvimento do cortiço e com o enriquecimento de João Romão.

ESPAÇO
São dois os espaços explorados na obra. O primeiro é o cortiço, amontoado de casebres mal-arranjados, onde os pobres vivem. Esse espaço representa a mistura de raças e a promiscuidade das classes baixas. Funciona como um organismo vivo. Junto ao cortiço estão a pedreira e a taverna do português João Romão.


O segundo espaço, que fica ao lado do cortiço, é o sobrado aristocratizante do comerciante Miranda e de sua família. O sobrado representa a burguesia ascendente do século XIX. Esses espaços fictícios são enquadrados no cenário do bairro de Botafogo, explorando a exuberante natureza local como meio determinante. Dessa maneira, o sol abrasador do litoral americano funciona como elemento corruptor do homem local.


ENREDO
O livro narra inicialmente a saga de João Romão rumo ao enriquecimento. Para acumular capital, ele explora os empregados e se utiliza até do furto para conseguir atingir seus objetivos. João Romão é o dono do cortiço, da taverna e da pedreira. Sua amante, Bertoleza, o ajuda de domingo a domingo, trabalhando sem descanso.


Em oposição a João Romão, surge a figura de Miranda, o comerciante bem estabelecido que cria uma disputa acirrada com o taverneiro por uma braça de terra que deseja comprar para aumentar seu quintal. Não havendo consenso, há o rompimento provisório de relações entre os dois.


Com inveja de Miranda, que possui condição social mais elevada, João Romão trabalha ardorosamente e passa por privações para enriquecer mais que seu oponente. Um fato, no entanto, muda a perspectiva do dono do cortiço. Quando Miranda recebe o título de barão, João Romão entende que não basta ganhar dinheiro, é necessário também ostentar uma posição social reconhecida, freqüentar ambientes requintados, adquirir roupas finas, ir ao teatro, ler romances, ou seja, participar ativamente da vida burguesa.


No cortiço, paralelamente, estão os moradores de menor ambição financeira. Destacam-se Rita Baiana e Capoeira Firmo, Jerônimo e Piedade. Um exemplo de como o romance procura demonstrar a má influência do meio sobre o homem é o caso do português Jerônimo, que tem uma vida exemplar até cair nas graças da mulata Rita Baiana. Opera-se uma transformação no português trabalhador, que muda todos os seus hábitos.


A relação entre Miranda e João Romão melhora quando o comerciante recebe o título de barão e passa a ter superioridade garantida sobre o oponente. Para imitar as conquistas do rival, João Romão promove várias mudanças na estalagem, que agora ostenta ares aristocráticos.
O cortiço todo também muda, perdendo o caráter desorganizado e miserável para se transformar na Vila João Romão.


O dono do cortiço aproxima-se da família de Miranda e pede a mão da filha do comerciante em casamento. Há, no entanto, o empecilho representado por Bertoleza, que, percebendo as manobras de Romão para se livrar dela, exige usufruir os bens acumulados a seu lado.
Para se ver livre da amante, que atrapalha seus planos de ascensão social, Romão a denuncia a seus donos como escrava fugida. Em um gesto de desespero, prestes a ser capturada, Bertoleza comete o suicídio, deixando o caminho livre para o casamento de Romão.

ALEGORIA DO BRASIL
Mais do que empregar os preceitos do naturalismo, a obra mostra práticas recorrentes no Brasil do século XIX. Na situação de capitalismo incipiente, o explorador vivia muito próximo ao explorado, daí a estalagem de João Romão estar junto aos pobres moradores do cortiço. Ao lado, o burguês Miranda, de projeção social mais elevada que João Romão, vive em seu palacete com ares aristocráticos e teme o crescimento do cortiço. Por isso pode-se dizer que O Cortiço não é somente um romance naturalista, mas uma alegoria do Brasil.


O autor naturalista tinha uma tese a sustentar sua história. A intenção era provar, por meio da obra literária, como o meio, a raça e a história determinam o homem e o levam à degenerescência.
A obra está a serviço de um argumento. Aluísio se propõe a mostrar que a mistura de raças em um mesmo meio desemboca na promiscuidade sexual, moral e na completa degradação humana. Mas, para além disso, o livro apresenta outras questões pertinentes para pensar o Brasil, que ainda são atuais, como a imensa desigualdade social.

LECTTURE 1 ´O CORTIÇO´

Um homem qualquer, trabalhador e muito economizador adquire fortuna, amiga-se a uma negra de um cego e sente cada vez mais sede de riqueza. Arranja confusões com um novo vizinho(Miranda) ao disputar palmos de terra. Chega a roubar para construir o que tanto almejava: um cortiço com casinhas e tinas para lavadeiras. Prosperou em seu projeto. João invejava seu vizinho. Veio morar na casa de Miranda, Henrique, acadêmico de medicina, a fim de terminar os estudos. Nessa casa, além de escravos e sua família morava um senhor parasita (Botelho, ex-empregado). D. Estela (esposa de Miranda) andava se "escovando" com o Henrique, porém acabaram sendo flagrados pelo velho Botelho.

O cotidiano da vida no cortiço ia de acordo com a rotina e a realidade de seus moradores, onde lavadeiras eram o tipo mais comum. Jerônimo (português, alto, 35 a 40 anos), foi conversar com João oferecendo-lhe serviços para a sua pedreira. Com custo, depois de prosearem bastante, João aceitou a proposta, com a condição dele morar no cortiço e comprar em sua venda. A mudança de Jerônimo e Piedade se sucedeu sob comentários e cochichos das lavadeiras. Após alguns meses eles foram conquistando a total confiança de todos, por serem sinceros , sérios e respeitáveis. Tinham vida simples e sua filhinha estudava num internato. No domingo todos vestem a melhor roupa e se reúnem para jantar, dançar, festejar, tudo muito a vontade. Depois de três meses Rita Baiana volta. Nessas reuniões sobressaia o "Choro", muito bem representado pela Baiana e seu amante Firmo.

Toda aquela agilidade na dança deixara Jerônimo admirado ao ponto de perder a noite em claro pensando na mulata. Pombinha tirava esses dias para escrever cartas. Henrique entretia-se a olhar Leocádia, que em troca de um coelho satisfez sua vontade física(transa), quando foram pegos por Bruno(seu marido), que bateu na mesma e despejou-a de sua casa depois de fazer um baita escândalo. Jerônimo mudou seus costumes, brigava com sua e a cada dia mais se afeiçoava pela mulata Rita. Firmo sentia-se enciumado. Florinda engravidou de Domingos (caixeiro da venda de João Romão), o mesmo foi obrigado a casar-se ou fornecer dotes.

Foi aquele rebuliço em todo cortiço, nada mais falavam além disso, Florinda viu-se obrigada a fugir de casa. Léonie(prostituta alto nível) aparece emperiquitada com sua afilhada Juju, todos admiravam quanta riqueza, mas nem por isso deixaram sua amizade de lado. Léonie era muito amiga de Pombinha. Na casa de Miranda era uma festa só! Ele havia sido agraciado com o título de Barão do Freixal pelo governo português. João indagava-se, por não ter desfrutado os prazeres da vida, ficando só a economizar. Diante de tal injúria, com muito mau humor implicava com tudo e todos do cortiço. Fez despejar na rua todos os pertences de Marciana. Acusou-a de vagabunda, acabando ela na cadeia.

A festa do Miranda esquentava e João recebeu convite para ir lá, o que o deixou ainda mais injuriado. O forró no cortiço começou, porém briga feia se travou entre Jerônimo e Firmo. Barricada impedia a polícia entrar, o incêndio no 12 fez subir grande desespero, era um corre-corre, polícia, acidentados (Jerônimo levou uma navalhada) e para finalizar caiu uma baita chuva.João foi chamado a depor, muitos do cortiço o seguiram até a delegacia, como em mutirão. Rita incansavelmente cuidava do enfermo Jerônimo dia e noite.

No cortiço nada se dizia a respeito dos culpados e vítimas. Piedade não se agüentava chorando muito descontente e desesperada por seu marido acidentado. Firmo não mais entrava por lá, ameaçado por João Romão de ser entregue a polícia. Pombinha amanheceu indisposta decorrente da visita feita no dia anterior à Léonie. Esta, como era de seu costume, atrancou Pombinha em beijos e afagos, pois era além de prostituta, lésbica. Isso deixara a menina traumatizada, que por força e insistência de sua mãe, saiu a dar voltas atrás do cortiço, onde cochilou, sonhou e ao acordar virou mulher.

A festa se fez por D. Isabel, ao saber de tão esperada notícia. Estava Pombinha a preparar seu enxoval quando Bruno chegou e lhe pediu que escrevesse uma carta a Leocádia. Ele chorava... Ela, ao ver a reação de submissão dele, desfrutava sua nova sensação de posse do domínio feminino. Imaginava furtivamente a vida de todos, pois sua escrivania servia de confessionário. Via em seu viver que tudo aquilo continuaria, pois não haviam homens dignos que merecessem seu amor e respeito. Pombinha, mesmo incerta, casa-se com o Costa, foi grande a comoção no cortiço. Surgiu um novo cortiço ali perto, o "Cabeça de Gato". A rivalidade com o cortiço de João Romão foi criada. Firmo hospedou-se lá, tendo ainda mais motivos contra Jerônimo. João, satisfeito com sua segurança sobre os hóspedes, investia agora em seu visual e cultura, com roupas, danças, leituras e uma amizade com Miranda e o velho Botelho.

Ele e o velho estavam tramando coisa com a filha do Barão. Fez-se um jantar no qual João foi todo emperiquitado. João naquele momento de auge em sua vida, via-se numa situação em que necessitava livrar-se da negra, chegou a pensar em sua morte. Sem nem mesmo repousar após sua alta do hospital, Jerônimo foi conversar com Zé Carlos e Pataca a respeito do extermínio do Firmo. O dia corria, João proseava com Zulmira na janela da casa de Miranda, sentindo-se familiarizado. Jerônimo foi realizar seu plano encontrando-se com os outros dois no Garnisé (bar em frente ao cemitério).

Pataca entrou no bar, encontrou por acaso com Florinda, que se ajeitara na vida e dera-lhe notícia que sua mãe parara num hospício. Firmo aparece e Pataca o faz sair até a praia com pretexto de Rita estar lá. Muito chapado seguiu-o. Lá os três treteiros espancaram-lhe e lançaram-lhe ao mar. Chovia muito e ao ir para casa, Jerônimo desiste e se dirige à casa da Rita. O encontro foi efervescente por ambas as partes. Tudo estava resolvido, fugiriam no dia seguinte. Piedade, ao passar das horas, mais desesperada ficava. Ao amanhecer do dia chorava aos prantos e no cortiço nada mais se ouvia senão comentários sobre o sumiço do Jerônimo.

A morte de Firmo já rolava solta no cortiço. Rita encontrava-se com Jerônimo. Ele, sonhando começar vida nova, escreve logo ao vendeiro despedindo-se do emprego, e à mulher constando-lhe do acontecido e prometendo-lhe somente pagar o colégio da garota. Piedade e Rita se atracaram no momento em que a mulata saía de mudança, o cortiço todo e mais pessoas que surgiram, entraram na briga. Foi um tremendo alvoroço, acabara sendo uma disputa nacional (Portugueses x Brasileiros).

Nem a polícia teve coragem de entrar sem reforço. Os Cabeças de Gato também entraram na briga. Travou-se a guerra, a luta dos capoeiristas rivais aumentava progressivamente quando o incêndio no 88 desatou, ensangüentando o ar. A causa foi a mesma anterior, por um desejo maquiavélico, a velha considerada bruxa incendiou sua casa, onde morreu queimada e soterrada, rindo ébria de satisfação. Com todo alvoroço, surgia água de todos os lados e só se pôs fim na situação quando os bombeiros, vistos como heróis, chegaram. O velho Libório (mendigo hospedado num canto do cortiço) ia fugindo em meio a confusão, mas João o seguiu.

Estava o velho com oito garrafas cheias de notas de vários valores, essas que João roubou e fugiu, deixando-o arder em brasas. Morrera naquele incêndio a Bruxa, o Libório e a filhinha da Augusta além de muitos feridos. Para João o incêndio era visto como lucro, pois o cortiço estava no seguro, fazendo ele planos de expansão baseado no dinheiro do velho mendigo. Por conseqüências do incêndio Bruno foi parar no hospital, onde Leocádia foi visitá-lo ocorrendo assim a reconciliação de ambos. As reformas expandiram-se até o armazém e as mudanças no estilo de João também alcançavam um nível social cada vez mais alto.

Com amizade fortificada junto ao Miranda e sua família, pediu a mão de Zulmira em casamento. Bertoleza, arrasada e acabada daquela vida, esperava dele somente abrigo em sua velhice, nada mais.Jerônimo abrasileirou-se de vez. Com todos costumes baianos deleitava-se a viver feliz com a mulata Rita. Piedade desolada de tristeza habituara-se a beber e começou a receber visitas aos domingos de sua filhinha (9 anos), que logo cativou todo o cortiço, crismada por todos como "Senhorinha". Acabados por desgraças da vida, Jerônimo e Piedade não mais guardavam rancor um do outro, ambos se estimavam e em comum possuíam somente a filha a cuidar. Jerônimo arrependia-se , mas não voltaria atrás. Deu-se a beber também.

O cortiço não parecia mais o mesmo, agora calçado, iluminado e arrumado todo por igual. O sobrado do vendeiro também não ficara para trás nas reformas. Quem se destacou foi Albino (lavadeiro homossexual) com a arrumação de sua casa. A vida transcorria, novos moradores chegavam. Já não se lia sob a luz vermelha na porta do cortiço "Estalagem de São Romão", mas sim "Avenida São Romão". Já não se fazia o "Choradinho" e a "Cana-verde", a moda agora era o forrobodó em casa, e justo num desses em casa de das Dores, Piedade enchera a cara e Pataca é que lhe fizera companhia querendo agarrá-la depois de ouvir seus lamentos, mas a caninha surtiu efeito (vômito) e nada se sucedeu.

João Romão não pregara os olhos a pensar no que fazer para dar um fim na crioula Bertoleza. Agostinho (filho da Augusta) sofrera acidente na pedreira, ficara totalmente estraçalhado. Foi aquele desespero no cortiço. Botelho foi falar a João logo cedo. Bertoleza ao ouvir, pôs-se respeito diante da situação e exigiu seus direitos, discutiram o assunto e nada resolveram. João se irritara e tivera a idéia de mandá-la de volta ao dono propondo esse serviço ao velho Botelho, que aliás recebia dele remuneração por tudo que lhe prestava. Em volta do desassossego e mau estar de João e Bertoleza o armazém prosperava de vento em poupa aumentando o nível dos clientes e das mercadorias.

Sua Avenida agora era freqüentada por gente de porte mais fino como alfaiates, operários, artistas, etc. Florinda ainda de luto por sua mãe Marciana, estava envolvida agora com um despachante. A Machona (Augusta) quebrara o gênio depois da morte de Agostinho. Neném arrumara pretendente. Alexandre fora promovido à sargento. Pombinha juntara-se à Léonie e atirara-se ao mundo. De tanto desgosto, D. Isabel (mãe de Pombinha) morrera em uma casa de saúde. Piedade recebia ajuda da Pombinha para sobreviver, pois estimava Senhorinha, apesar de saber que o fim da pobre garotinha seria como o seu.

Mesmo assim Piedade foi despejada indo refugiar-se no Cabeça de Gato, que tornara-se claramente um verdadeiro cortiço fluminense. Ocorreu um encontro em uma

´´ O CORTIÇO´´,de Aluísio Asevedo

O Cortiço é um romance de autoria de Aluísio Azevedo e foi publicado em 1890.

É um marco do Naturalismo no Brasil, onde os personagens principais são os moradores de um cortiço no Rio de Janeiro, precursor das favelas, onde moram os excluídos, os humildes, todos aqueles que não se misturavam com a burguesia, e todos eles possuindo os seus problemas e vícios, decorrentes do meio em que coexistem.

O autor descreve a sociedade brasileira da época, formada pelos portugueses, os burgueses, os negros e os mulatos, pessoas querendo mais e mais dinheiro e poder,egõcentricos,ao mesmo tempo em que presenciam a miséria, ou mesmo a simplicidade de outrens.

Essa obra de Aluísio Azevedo tem dois elementos importantes: primeiro, o extensivo uso de zoomorfismo; e, segundo, cria um microcosmo (Que é o cortiço do título). O cortiço também é ostensivamente personificado no decorrer da obra, sendo muitas vezes tratado como um único personagem
("Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, porém a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.", capítulo III).

Embalado pela onda científica, Aluísio escreve 'O Cortiço' sob as bases do determinismo (o meio, o algure, e o momento influenciam o ser humano) e do darwinismo, com a teoria do evolucionismo. Sob aspectos naturalistas, isto é, sob olhar científico, a narração se desenvolve em meio a insalubridade do cortiço, propício à promiscuidade, característica do naturalismo. Ao contrário do que se desenvolvia no romantismo, Aluísio descreve o coletivo, explicitando a animalização do ser humano, movido pelo instinto e o desejo sexual, onde inaugura uma classe nunca antes representada: o proletário, evidenciando a desigualdade social vivenciada pelo Brasil, juntamente com a ambição do capitalismo selvagem.

Foi a primeira obra a expor um relacionamento lésbico.



Sumário do enredo

João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo; e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos, que, ao retirar-se o patrão para a terra, lhe deixou, em pagamento de ordenados vencidos, nem só a venda com o que estava dentro, como ainda um conto e quinhentos em dinheiro.
Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha. A comida arranjava-lha, mediante quatrocentos réis por dia, uma quitandeira sua vizinha, a Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade.
Bertoleza também trabalhava forte; a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. De manhã vendia angu, e à noite peixe frito (...)

— O Cortiço - 1890



O romance não se concentra em um personagem apenas, mas no início, a ação está mais ou menos centrada no português João Romão, ganancioso e avarento comerciante que consegue enganar uma escrava trabalhadeira chamada Bertoleza (Aluísio várias vezes menciona o conceito racista de que Bertoleza era submissiva e trabalhadeira por ser negra), conseguindo assim, uma empregada que trabalhava de graça. João Romão privava-se de todo o luxo, e só gastava dinheiro em coisas que faziam-no ganhar mais dinheiro. Foi assim que ele começou a comprar terreno e construiu o Cortiço.

Miranda, vizinho rico de Romão, e também português, que vivia no luxo, começa a questionar o modo que conseguiu a riqueza, (Se casou com uma mulher rica, Estela, e eles se odeiam mutuamente) e a invejar João Romão, enriquecendo por conta própria. João Romão, que continua enriquecendo, constrói uma pedreira, e contrata o português Jerônimo para supervisionar os trabalhadores.

O que se segue é a transformação de Jerônimo, de um português forte, trabalhador e honesto em um brasileiro malandro e preguiçoso, (Seguindo os preceitos naturalistas de que o meio determina o homem) graças à sua atração por Rita Baiana, uma mulata que morava no cortiço. Jerônimo briga com Firmo, namorado de Baiana, é esfaqueado e vai para o hospital. Após sair de lá, embosca Firmo com a ajuda de dois amigos e o mata a pauladas, jogando seu cadáver no mar.

Enquanto isso, João Romão começa a invejar Miranda, que acaba de conseguir um título de nobreza. E, quando o cortiço é destruído por um incêndio, ele o reconstrói, mas desta vez, para a classe média, ao invés da ralé que morava lá antes. Depois, ele começa a comprar coisas caras e se interessa em se casar com a filha de Miranda, para se tornar nobre também. Mas há um problema: Bertoleza.

João Romão arma um plano para se livrar de Bertoleza. Ele avisa ao dono dela (Pois ele havia forjado uma carta falsa de alforria) de seu paradeiro, esperando que ele a pegasse de volta. Mas, quando o dono dela vem buscá-la, ela se mata, abrindo a barriga com a mesma faca com que cortava peixe.

Logo após, João recebe um diploma de sócio benemérito de uma comissão de abolicionistas.


Aprofundamento

O livro além de transformar o homem em um animal (em um processo conhecido por zoomorfismo), personifica o cortiço, que vai nascer (tendo, simbolicamente, como pai João Romão), crescer, espalhar-se (reproduzir-se) e morrer. Os personagens vão ser tratados como uma conseqüência do protagonista, não são causa, são efeito do cortiço, que vai determinar seu comportamento.

Todo personagem que conviver com pessoas consideradas de baixo nível, irão desvirtuar-se, como Pombinha, por exemplo. Era loura, íntegra, moça de boa família. Foi rica até ser órfã de pai, que se suicidou ao falir, deixando-a pobre com sua mãe. Foi descrita como a flor do cortiço. Mas Pombinha convive em um lugar com pessoas humildes, que irão desvirtuá-la. Pombinha conhece Léonie, uma prostituta que irá se relacionar a ela, surgindo o lesbianismo.

Jerônimo era um rapaz trabalhador, honesto, vivia para a mulher, que também vivia para ele, ambos tinham se mudado de Portugal em busca de melhores condições no Brasil. Amavam-se profundamente. Jerônimo vai trabalhar numa pedreira e se hospeda com sua mulher, Piedade, no cortiço, lá conhece Rita Baiana, uma brasileira festeira, bonita e sensual (comparada, pelo autor, a uma cadela no cio, pela sua sensualidade; quando dançava ou caminhava todos os homens se sentiam atraídos por ela). Por causa de Rita, Jerônimo passa a beber, tomar café e reclamar do trabalho, segundo o autor, características dos cabras (brasileiros), isso mostra uma característica forte do Naturalismo, o determinismo, como o homem é produto do meio. Se apaixona pela baiana e, após algum tempo, faz-se um relacionamento extraconjugal. Jerônimo abandona a mulher e vai viver com Rita. Piedade, abandonada, começa a beber. Piedade, em tristeza, relaciona-se com Pombinha, retomando aí o lesbianismo, que na época era comum em mulheres dessa idade.

FRASES

A arte da medicina consiste em distrair o paciente enquanto a Naureza cuida da doença.
Voltaire

A medicina é o remédio para todas as dores humanas, / apenas o amor é um mal que não tem cura.
Propércio

É parte da cura o desejo de ser curado.
Séneca

Temos na filosofia uma medicina muito agradável, pois, nas outras, sentimos o bem-estar apenas depois da cura; esta faz bem e cura ao mesmo tempo.
Michel de Montaigne

Não se esqueça que o amor, tal como a medicina, é só a arte de ajudar a natureza.
Pierre Laclos

DICA

Uma laranja por dia equivale apróximadamente a 75 miligrams de vitamina C o necessário para o corpus.

FILMES/SÉRIES/PROGRAMAS

QUASE DEUSES
RAIN MAN (TEMA:AUTISMO)
CÓDIGO VERMELHOR TEMA :(AUTISM)



SÉRIES:
DR.HOUSE
GREYS ANATOMY
DR.HOLLYWOOD
ESTÉTICA
ER
E24 (BAND)
GILMORE GIRLS (TAL MÃE,TAL FILHA)

INSPIRATION

Emprego
A professora brasileira do MIT

Quem é a paulista Daniela Pucci,
28 anos, que conquistou uma
vaga das mais disputadas na
universidade americana


Monica Weinberg


PERFECCIONISMO E AMBIÇÃO
"Quanto mais você convive com bons cérebros, melhor fica o seu próprio"

Em setembro, a paulistana Daniela Pucci tornou-se uma das mais jovens professoras do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, centro de excelência do ensino superior nos Estados Unidos. Depois de se formar em engenharia da computação pela Universidade Estadual de Campinas e concluir um doutorado na Universidade Stanford, outra renomada instituição americana, Daniela planejava buscar uma oportunidade na iniciativa privada. Seus planos se alteraram quando a tese que defendeu em Stanford foi escolhida como a melhor realizada nos Estados Unidos em sua área de estudos. Daniela desenvolveu modelos matemáticos que podem ser usados para prevenir riscos em operações financeiras. Decidiu então permanecer no mundo acadêmico. Depois de doze entrevistas em universidades, recebeu quatro ofertas formais e acabou escolhendo o MIT. Daniela falou a Monica Weinberg, de VEJA.

Veja - Você sempre foi boa aluna?
Daniela - Sempre. A vida inteira fui perfeccionista. Quando tirava uma nota diferente de 10, tomava aquilo como um fracasso. Ao chegar da escola, me enfiava nos livros a tarde toda. Estudava mais que meus colegas. Adoro estudar. Adoro línguas estrangeiras. Falo inglês, francês e alemão.

Veja - Os estudos não a impediam de se divertir, de namorar?
Daniela - Não sou bitolada. Sempre levei uma vida normal. Jogo tênis de mesa, danço tango, toco piano e leio. Adoro a Clarice Lispector, autora que me acalma quando não consigo resolver uma equação matemática. Mais tarde fui saber que meus interesses paralelos e hobbies ajudaram na carreira. O mercado valoriza a diversidade.

Veja - Qual foi sua maior dificuldade no exterior?
Daniela - Na área profissional, sabia que minha base era sólida. Sempre estudei em bons colégios particulares e vim de uma universidade excelente no Brasil. Quanto mais você convive com bons cérebros, melhor fica o seu próprio. Mas, do ponto de vista pessoal, vivia com pouco dinheiro, sentia muito frio no inverno e passava por momentos de profunda solidão longe da família. Apesar dos sacrifícios, banquei a escolha.
Daniela em sua formatura na Universidade Stanford, em junho de 2002

Veja - Você disputou a vaga do MIT com outros candidatos bem preparados. O que fez a diferença?
Daniela - Consegui controlar os nervos e fui muito segura para a entrevista. Pensei assim: "As luzes estão na minha direção. Vou aproveitar a chance de dizer o que penso para um monte de gente interessante". Até me diverti. Tratei as pessoas que me entrevistavam como futuros colegas de trabalho. Vendi a idéia, eles compraram. E aqui estou no MIT.

Veja - Seu plano era seguir a carreira acadêmica?
Daniela - Fiz engenharia da computação para trabalhar numa grande empresa. Apesar de gostar de matemática, não queria ser professora. Só que acabei me apaixonando pelo mundo acadêmico e não tenho intenção de mudar.

Veja - Você pensa em voltar a viver no Brasil?
Daniela - No frio fico pensando no calor humano dos brasileiros. Morro de saudade, até hoje sofro, mas vou ficar por uma decisão profissional. Estou entre os melhores pesquisadores do mundo e isso me estimula muito. Num lugar como o MIT você tem espaço para lidar com temas ambiciosos e mais arriscados. E só consegue brilhar quem corre riscos.

Veja - Que conselho você daria aos mais jovens?
Daniela - Estude muito, leia bastante, tenha um hobby, trace objetivos ambiciosos e olhe alguns anos a sua frente.